segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Como tomar decisões


Fazer escolhas acertadas é muito difícil. Entenda a dinâmica de uma boa decisão para acertar mais do que errar


"A pesquisa no campo das ciências humanas vive uma crise evidente. Entre as causas a serem destacadas vamos encontrar o desenvolvimento tecnológico acelerado que, aliado a fatores políticos e sociais, leva a empresa a viver uma nova situação. Para ser eficiente, ela agora precisa lidar com informações que até pouco tempo atrás não eram tão importantes."





Uma boa decisão é aquela que possui três componentes. O primeiro deles é a análise da nossa experiência passada, individual ou coletiva. É verificar, na nossa história, os momentos importantes e que podem ser relevantes para a decisão que precisamos tomar. É saber que estamos, onde estamos, hoje graças a nossas escolhas passadas. É compreender o porque optamos por aquele caminho específico naquele momento. Ou seja, é entender como tomamos nossas decisõ;es no passado. Este conhecimento é importante porque nós temos tendência a decidir sempre da mesma forma. O único jeito de combatermos esta tendência é desenvolvendo nosso nível de consciência sobre nós mesmos.


O segundo componente vem da nossa capacidade de percepção de cenários no presente e no futuro próximo. É saber o que está ocorrendo ao nosso redor e para onde estamos indo, ou sendo levados. Não é fácil enxergar a saída quando estamos no meio de uma tempestade, mas esta é a diferença entre o bom e o mau navegador. Aquele que tem controle emocional suficiente para vislumbrar a rota a seguir, mesmo durante os tempos adversos, aumenta suas chances de sobrevivência. Uma maneira de fortalecer esse componente da decisão é perceber como as pessoas nos vêem e descobrir, também, nossos limites. Assim, podemos mudar nossa relação com as pessoas e com o ambiente que nos cercam. Essa consciência nos ajuda a decidir com quem devemos e queremos interagir, compartilhar e nos associar, e, também a decidir com quem não queremos.


O último componente de uma boa decisão é saber o que nós realmente queremos. É ter um objetivo plausível e adequado. É saber o que, verdadeiramente, nos deixará felizes e satisfeitos. Aqui existe uma confusão entre objetivo e ambição. Pessoas ambicionam ser ricas, ter poder, conquistar a glória. Isto é AMBIÇÃO. Como perceber a diferença entre um objetivo e uma ambição? Objetivo é positivo, prático e ético. A ambição não. Objetivo é construir uma boa casa para minha família e para mim. Ambição é construir uma casa para mostrar a todos como eu sou grandioso, sem me importar com as conseqüências. Objetivo é nos tornarmos agentes de mudança na nossa sociedade. Ambição é se candidatar a um cargo público "pra se arrumar!!".


Por que é tão difícil decidir se os elementos são simples? Primeiro, porque buscamos esquecer o passado e não queremos refletir sobre o que aconteceu, pois podemos concluir que a responsabilidade foi somente nossa. Segundo porque queremos "curtir" o momento ... curtir o "aqui e o agora!" sem perceber que o "aqui e o agora" de amanhã é construído com o "aqui e o agora!" de ontem e o de hoje. E, por último, na maioria das vezes, estamos míopes pela ambição ao invés de nos guiarmos por objetivos práticos, positivos e éticos. Boas decisõ;es são construídas em cima de bons objetivos.


O primeiro passo você já deu. Conheceu o mecanismo de uma boa decisão. O segundo passo é você praticá-la.


Texto de Marcelo Aguilar


Engenheiro, especialista em marketing, mestre em qualidade e doutorando em educação corporativa. Ex-CEO da Universidade do Professor. Atua como palestrante e consultor para desenvolvimento de competências nas organizações.

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