quarta-feira, 6 de junho de 2012

OS INVISIVEIS

Agora a pouco passei por um profissional que executava seu trabalho de forma simples e compenetrada.
Cumprimentei-o desejando um bom dia e percebi que sua atitude foi de surpresa, pois me pareceu que não era normal alguém agir, para com ele, da mesma forma.
No mesmo instante me veio um pensamento que quero dividir com você. Posso?

Quantas pessoas passam por nossas vidas, em vários ambientes diferentes, ou até mesmo Deus em sua infinita sabedoria as coloca em nosso caminho, para quem sabe suprirmos alguma necessidade, seja ela psicológica, espiritual e porque não dizer material. No entanto, o que fazemos? Ignoramos a necessidade e seguimos nosso dia com um pensamento egoísta: "Será que não acontecerá nada novo, para mim no dia de hoje?"

Quero informar que todos os dias a vida nos proporciona a oportunidade de fazermos coisas e atuarmos de forma diferente, mas na realidade preferimos nos esconder em nosso mundo e ignoramos coisas e principalmente pessoas, sem ter no mínimo a declaração de um "bom dia, boa tarde, boa noite" e coisas do gênero. Seguimos exemplos negativos e ignoramos as pessoas, tornando-as "INVISÍVEIS", e nos esquecemos que talvez aquela pessoa é a "oportunidade diferente de nosso dia que tanto buscamos."

Lembra da história de Zaqueu (o publicano) ao qual Jesus o "transformou" de invisível à alguém espetacular? 
(ver Lucas 19:1 a 9)

Então, minha recomendação é: Torne as pessoas a sua volta percebidas e necessárias, pois ser INVISÍVEL para a sociedade deve ser algo horrível.

"Não nos é permitido falar, sorrir, pestanejar, tossir ou até mesmo pensar! Não somos gente, não somos pessoas; somos simples artefactos de trabalho, um lápis, uma secretária, um balde, o lixo!
Não há relacionamentos humanos e os que existem não passam de um cordial cumprimento a que a mínima educação assim o exige e esconde a xenofobia existente por detrás de cada palavra ou sorriso!
Depois disso, existe o silêncio, o desprezo!"


terça-feira, 22 de maio de 2012

Enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos.



Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o Rei perguntou ao General o que se havia de fazer.
Ele respondeu ao Rei: 
'Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos'.



Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar.
Muitas vezes temos em nossa vida 'terremotos' avassaladores, o que fazer?
Exatamente o que disse o General: 'Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos'.
E o que isso quer dizer para a nossa vida?
Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado.
É preciso 'sepultar' o passado. Colocá-lo debaixo da terra.
Isso significa 'esquecer' o passado.
Enterrar os mortos.
Cuidar dos vivos significa que, depois de enterrar o passado, em seguida temos que cuidar do presente.
Cuidar do que ficou vivo.
Cuidar do que sobrou.
Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto.
Fechar os portos significa não deixar as 'portas' abertas para que novos problemas possam surgir ou 'vir de fora' enquanto estamos cuidando e salvando o que restou do terremoto de nossa vida.
Significa concentrar-se na reconstrução, no novo.
É assim que a história nos ensina.
Por isso a história é 'a mestra da vida'.
Portanto, quando você enfrentar algum "terremoto", não se esqueça:

Enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos.

sexta-feira, 9 de março de 2012

APOSTASIA ?



"O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. 
Eles darão atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vêm de demônios."
1ª Timóteo 4:1

Quando ouvia falar de apostasia no inicio de minha conversão eu imagina em um tempo muito distante de minha realidade pessoas saindo das igrejas, deixando de lado o relacionamento com sua religião e buscando viver uma vida dentro de suas próprias escolhas e conceitos.
Confesso que não me importava tanto com o assunto, pois julgava que tal situação se daria pelo fato de não haver por parte destes chamados "apóstatas" um relacionamento "fervoroso" com a denominação, a doutrina e a religião a qual ele pertencia.
Nos dias de hoje tenho me espantado com o grande número de pessoas que praticavam o exercício da fé de forma intensa e pura um tanto quanto perdidas em suas angústias e frustrações no que diz respeito a seu "relacionamento" com Deus e com as pessoas, com o argumento de que determinado lugar ou grupo de pessoas não estão mais satisfazendo a seus anseios e sonhos.

Por que será que isso acontece? 
Será que Deus mudou? (Hebreus 13:8)
Está faltando algo?
Está "sobrando" algo?
As palavras e os exemplos de Jesus não nos servem mais?
Existem culpados nas escolhas que fazemos?
Por que tanta insatisfação?
Onde está aquele sentimento simples e puro de ir a igreja, ouvir a mensagem, chorar, sorrir, se calar e sair com o coração cheio de gozo em saber que de uma forma brilhante Jesus nos acolheu e nos escolheu para um relacionamento singelo, íntimo e precioso?

Todas estas perguntas nos remetem "a uma saudade de nós mesmos!"

Não quero aqui estabelecer um pensamento crítico sobre o assunto, contudo tenho visto atitudes de líderes, músicos, obreiros de uma forma geral deixando suas igrejas em busca de um "paraíso mágico", onde não há problemas, dificuldades, questionamentos, cobranças, responsabilidades...
Quero lembrar que uma das características de sermos chamados e tidos como Igreja de Jesus é o fato de termos tudo em comum. (Atos 2:44).

O que nos une é muito mais que uma instituição moderna e atual. 
É muito mais que fazermos uma festa em que somente nosso ego sai satisfeito, porque aprendemos que é melhor dar do que receber. (Atos 20:35)

O que nos une é:

O amor. (1ª Corintios 13)
Uma vida de oração. (Efésios 6:18)
A Palavra de Deus. (2ª Timóteo 2:15)

O relacionamento tanto com Deus como com pessoas (Hebreus 12:14,15)

Não se iluda com momentos.
Arrisque-se em fazer coisas diferentes.
Não tenha medo de errar, pois somente tentando chegamos em algum lugar.
Seja sincero consigo mesmo.
Esforce-se em restaurar o que pode estar quebrado.
Não deixe que sentimentos negativos desçam ao seu coração e se transforme em uma mágoa tamanha que chega ao ponto de não termos mais força para arrancá-la sozinho.

Seja livre! Adore e sirva a Deus, mas também aprenda a servir os homens e mulheres que o Senhor estabeleceu sobre sua vida.

Fuja da apostasia. Ame a Deus. Ame as pessoas.